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Luciano Ramalho

Mini bio

Consultor na ThoughtWorks, autor do livro Fluent Python (O'Reilly, 2015 – também em pt-br) e co-fundador do Garoa Hacker Clube.

Esse desenho eu vi em um sonho muito detalhado, quando eu tinha uns 20 anos de idade. O sonho se passava no futuro, e eu tinha virado um escritor de ficção. O desenho dos RR invertidos aparecia em um anel que eu herdara de meus pais adotivos. A realidade é diferente: meus pais são naturais, e uns 30 anos depois daquele sonho escrevi meu primeiro livro, mas é não-ficção. Quem sabe um dia eu escreva um livro de ficção.

Bio

De 1963 a 1990

Nasci em 1963 – então em 2017 eu completo 0x36 anos. Em 1978 aprendi a programar lendo o manual de uma calculadora Texas TI-58 que emprestei do meu pai e nunca devolvi. Passei o ano de 1981 nos EUA como estudante de intercâmbio no ensino médio, e aprendi a linguagem BASIC brincando com um Apple ][ na biblioteca da escola pública onde eu estudava.

Voltei para o Brasil com meu 1º computador na mala: um TRS-80 Color Computer (eu queria um Apple ][, mas era caro demais para mim). O Color Computer me permitiu continuar praticando programação, até que em 1984 consegui meu primeiro emprego na Apple House 1), uma loja que vendia clones de Apple ][, e com a ajuda do meu pai comprei finalmente um Apple ][ Senior – que apesar do nome era novo ;-).

Meu trabalho na Apple House era traduzir manuais de aplicativos que a loja entregava para os clientes que compravam computadores 2). Uns meses depois eu fui trabalhar como instrutor de DOS e Lotus 123 em uma empresa chamada SPCI na Av. Rebouças. Foi onde tive o meu primeiro contato com clones do IBM-PC 3). De lá eu fui para o Senac, onde trabalhei por vários anos, aprendi muito, fiz muitos amigos e conheci minha parceira para a vida, Marta Mello.


(vou contar mais quando arrumar mais tempo para escrever)

1)
A Apple House não tinha nenhuma relação com a Apple Inc. Esta loja em São Paulo pertencia à Milmar, uma fábrica de móveis que, no início da década de 1980, passou a “fabricar” eletrônicos na Zona Franca de Manaus: primeiro um clone do Atari 2600 chamado “Dactari” e depois clones do Apple ][. A Milmar havia registrado no Brasil a marca “Apple” e até o logo da maçã colorida.
2)
A loja tinha uma máquina tipo Xerox só para copiar os tais manuais. As cópias dos manuais e dos disquetes entregues para os clientes não eram “legítimas”. É preciso entender que, se não fosse isso, os computadores seriam inúteis, porque na época não existiam no Brasil revendedores de software.
3)
Percebeu o padrão? Só existiam clones no Brasil: cópias não autorizadas de micro-computadores projetados no exterior, e “fabricados” no Brasil. Era o tempo da chamada “reserva de mercado” – o plano brilhante da ditadura militar para criar uma indústria nacional de computadores. Na verdade, muitos “fabricantes” importavam a eletrônica completa de Taiwan, e só montavam o gabinete aqui.
luciano_ramalho.txt · Última modificação: 2018-01-02 09:55 por luciano